Ontem, durante 2 horas o mundo parecia estar caindo. Eram 17:30 da tarde e eu ainda não sabia se conseguiria ao menos colocar o pé para fora de casa. Nos jornais haviam notícias de pontos de alagamento em quase toda São Paulo, incluindo é claro, minha querida cidade que inunda toda vez que chove. Trocando mensagens com o meu príncipe idealizado, decidi ir à escola já que ele estava a caminho de lá. E apesar dos 30 minutos esperando no ponto, e da 1 hora até chegar ao colégio – percurso que geralmente dura 20 minutos –, eu esperei e mantive a calma, mesmo sabendo que teria de entrar na segunda aula, porque afinal tudo valeria a pena. Só que, quando estava chegando ao colégio vi as 10 pessoas que tinham se arriscado em atravessar todo aquele mar que cobria Osasco, voltando para casa. “OH NÃO!”, pensei. Eu havia gastado a passagem do meu cartão social à toa? Tudo bem que ele é gratuito, mas isso não significa que eu devesse usá-lo para nada. Fiquei ali parada, olhando para aqueles meros mortais como eu, quando vi a razão da minha agonia. Ele vinha em minha direção, abriu um largo sorriso e me abraçou. Oh Deus, queria não ter me aberto toda para ele, mas isso é meio impossível contando que o meu corpo inteiro sorri involuntariamente quando ele chega perto.
Ficamos conversando em nosso grupo de amigos por algum tempo, até que eu falei que iria ao cinema, e quase que institivamente ele falou que me acompanharia. Felizmente nossos amigos estavam sem dinheiro – um tanto quanto egoísta de minha parte, eu sei –, e fomos eu ele e um amigo. Apesar da minha insatisfação por ter gasto minhas 5 notas de 2 reais – cara, aquele dinheiro foi ganho com muito esforço -, e por não termos assistido o filme Meu Namorado é um Zumbi, tudo correu bem, muito bem.
O fato de na sala só estarem 5 pessoas – e um senhor que parecia um tanto quanto velho, porque ficou dando voltas pelos corredores – me ajudou muito. O coração acelerado, as mãos que suavam, procurando incansavelmente o aconchego das mãos dele. E de pouco em pouco, nossas mãos foram se aproximando, até que ficamos de mãos dados por um tempo. Meus olhos aflitos pediam, praticamente gritavam quando olhavam em direção aos dele, encarando-os: “Beije-me, por favor, por favor...”, no entanto ele não o fez. Ele não me beijou. Passamos quase 1 hora nessa situação, trocando olhares por uma infinidade de tempo, porém sem beijos. Até que, com toda a minha coragem, - e porque não dizer, falta de vergonha na cara -, eu me aproximei, e o beijei. A sensação de sentir nossos dentes batendo um contra o outro foi engraçada e desesperadora, mas com o tempo nós acertamos o ritmo. Não posso dizer mais sobre isso, apenas que foi bom. Eu me senti bem e feliz, e não me arrependo de ter feito, e poderia fazer isso todos os dias se estes me fossem concedidos. No entanto, eu não vou desmarcar o “encontro” com o esnobe, eu tenho palavra, e, além disso, eu quero vê-lo, eu quero olhar em seus olhos e encará-lo, quero ver sua reação. Eu sei que ele não sente nada por mim
- e possivelmente, nem eu por ele -, isso é óbvio. Entretanto, quero ver se quando ele me olhar e me ouvir, ele continuará a manter a pose de superioridade a mim. Não é questão de sentimento, e sim orgulho ferido. Rosto a rosto, frente a frente, as coisas mudam. Para melhor, ou para pior, mas mudam. Domingo está chegando, e eu só desejo mais uma vez, boa sorte para mim.
- e possivelmente, nem eu por ele -, isso é óbvio. Entretanto, quero ver se quando ele me olhar e me ouvir, ele continuará a manter a pose de superioridade a mim. Não é questão de sentimento, e sim orgulho ferido. Rosto a rosto, frente a frente, as coisas mudam. Para melhor, ou para pior, mas mudam. Domingo está chegando, e eu só desejo mais uma vez, boa sorte para mim.
VERSION: ENGLISH (By Google Translator)
Yesterday, for 2 hours the world seemed to be falling. It was 17:30 pm and I still do not know if I could at least put your foot out of the house. In newspaper headlines point of flooding in almost all Sao Paulo, including of course, my beloved town that floods every time it rains. IMing with my idealized prince decided to go to school since he was on his way there. And despite waiting 30 minutes at the point, and 1 hour to get to school - a route that usually lasts 20 minutes - I waited and kept his cool, even though it would have to enter the second class, because after all it was worth. Only, when I was coming to the school saw 10 people who had ventured through all that sea that covered Osasco, coming home. "OH NO!", I thought. I had spent the passing of my social card for nothing? All though it is free, but that does not mean I should use it for anything. I stood there, looking for those mere mortals like me, when I saw the reason for my agony. He came toward me, smiled broadly and hugged me. Oh God, I wish I had not opened all for it, but that's kind of impossible to tell that my whole body smiles involuntarily when he comes near.We talked in our group of friends for a while, until I said I was going to the movies, and almost instinctively he said he would accompany me. Luckily our friends were penniless - somewhat selfish on my part, I know - I went and he and a friend. Despite my dissatisfaction have spent my 5 notes 2 real - man, that money was won with great effort - and for not having seen the film My Boyfriend is a Zombie, everything went well, very well.The fact that the room are only 5 people - and a man who seemed somewhat old, because he was running around the halls - helped me a lot. The heart pounding, hands sweating, tirelessly seeking the warmth of his hands. And little by little, our hands were approaching until we hand data for a while. My eyes afflicted asked, almost shouting when they looked toward him, facing them: "Kiss me, please, please ...", however he did not. He did not kiss me. We spent almost 1 hour in this situation, exchanging glances with a plethora of time, but no kisses. Until, with all my courage - and why not say, lack of shame - I approached, and kissed him. The sensation of the teeth knocking against each other was funny and desperate, but in time we fixed the pace. I can not say more about it, just that it was good. I felt good and happy, and I do not regret having done, and could do it every day if they were granted me. However, I will not deselect the "encounter" with the snobby, I got word, and besides, I want to see him, I want to look in your eyes and look at him, I see his reaction. I know he feels nothing for me - and perhaps, like me for it -, that's obvious. However, I want to see when he looked at me and hear me, he will continue to maintain the pose of superiority to me. No is a matter of feeling, but wounded pride. Face to face, face to face, things change. For better or for worse, but change. Sunday is coming up, and I just wish once again, good luck to me.


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